Aida Sousa Dias

Escultora e anteriormente diretora da galeria da Junta de Turismo da Costa do Estoril












Hélio Cunha, na sua pintura desprende-se totalmente das atitudes plásticas comuns aos artistas figurativos, mas como figurativo que é por convicção profunda, parte do tema principal para a construção de composições que são sempre imagens trasbordantes de interioridade. Questiona-nos o ser, a dimensionalidade da existência e da morte, sugere-nos itinerários, reconstitui imaginários.
           
Ao contemplarmos o mundo que nos é visível na pintura de Hélio Cunha, sentimo-nos perturbados e confrontados com emoções e sensações estranhas. Visões de formas, teias, texturas com inesperadas relações.

As imagens da Mulher na sua obra transmitem espiritualidade, aludem ao inconsciente/consciente onde tudo se dissolve e regenera. Fazem-nos penetrar em nós próprios, reencontrar fantasmas, ilusões, repensar a essência do nosso ego.

1992